Eu não sou alegre, nem sou triste e nem sou poeta. Mas, eu gosto de escrever. Eu me divirto ou relaxo escrevendo. Os textos mais sérios são uma forma de extravasar, de parar de pensar. São como jogar fora, e no papel, o que tá rondando muito a mente. Já os meus famosos textos nonsense, eu escrevo por pura diversão.
Eu gosto de sátira. Eu acho o mundo completamente absurdo e, muitas vezes, há um aspecto cômico no que poderia parecer apenas trágico. Como perder de vista o médico antivacina? Como perder de vista quem faz críticas construtivas sem nunca ter construído nada? Como perder de vista aquelas adoráveis pessoas que acham suas opiniões indispensáveis e que as têm para absolutamente tudo? As que nunca têm coragem de dizer "eu não sei"? Essas pessoas são muito inspiradoras para mim. Quando vejo, já tô imaginando uma história na qual elas vão surgir em algum momento.
Nas redes, por exemplo, elas aparecem em profusão. Dia desses, vi uma psicóloga que me lembrava aquele suco do Chaves que é de laranja, parece maracujá e tem gosto de tamarindo. Ela é psicóloga e psicanalista, parece socióloga e tem gosto de comediante. Ela só faz postagens dizendo que a psicanálise não ameniza os problemas das pessoas. Por que ela escolheu essa profissão, se ela não acredita na Psicanálise? Meu cérebro bugou.
Eu tenho uma amiga cuja irmã é também psicóloga. Essa irmã dela não consegue ficar um minuto sequer em silêncio. Constantemente ela apresenta, nas festas, diagnósticos de pessoas que ela nem conhece. Ela bate o olho, observa um pouquinho e apresenta o diagnóstico infalível. Rio muito. Acho divertido o jeito dela. Essa confiança inabalável de estar sempre certa sobre aquilo que desconhece por completo.
Em BH havia uma bibliotecária que parecia psicóloga e tinha gosto de policial. Em 2014, assim do nada, falou que fulano era um psicopata nível 10. Fulano era um amigo em comum. Segundo ela, todos temos algum grau de psicopatia. Ela leu em algum lugar. Ela é bibliotecária. Ela lê muito. Ela deve saber muito bem o que diz. Tanto, que ela me bloqueou em 2014, naquele ano mesmo. Desconfio que já tenha descoberto que meu grau de psicopatia é justamente o mais alto de todos.
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