Tão chato quanto o fundamentalista religioso é o ateu fundamentalista. De um modo geral, todos devemos ter em mente que somos muito diferentes e que devemos aprender a nos suportarmos. Do contrário, teremos apenas brigas e isso é uma escolha das mais estúpidas.
Peguemos como exemplo o Facebook. Basta você gostar, sei lá, de astrologia, que uma pessoa acha realmente normal ela agredir gratuitamente você. Gratuitamente. Claro que agredir os outros gratuitamente não é uma postura de alguém razoável. Rir dos outros também não é. Isso foi só um exemplo. Agora tome como exemplo o fundamentalismo evangélico. O que mais se vê sao memes de pessoas os criticando. Mas, uma análise social desse fenômeno religioso, que seria a única coisa útil a se falar sobre os fundamentalistas, isso nunca é feito. Boa parte das postagens referentes a isso são memes que inferiorizam e ridicularizam pessoas vitimas de pastores.
Qual o proposito de tocar num assunto sem apresentação de qualquer conjuntura aprofundada? Se a apresentação só visar à ridicularização dessas pessoas? A resposta é bem simples: VAIDADE. A necessidade nunca é discutir o problema e, sim, ser aplaudido ou aplaudida. Há uma necessidade gritante de se sentir superior, destacado, especial, mais inteligente que. Porém, se não é feita análise profunda das coisas que apresentam é porque, no fundo, não devem mesmo ser capazes de fazê-la. Do contrário, fariam-na.
Uma pessoa ter uma fé ou uma religião não a torna menos inteligente que um ateu. Newton era místico, Fernando Pessoa também. E ambos eram brilhantes. Mais brilhantes que todos os ateus do meu Facebook, por exemplo.
Os evangélicos correspondem a uma parcela considerável do eleitorado. Ainda assim, a maior preocupação dos "intelectuais de esquerda do Facebook" é unicamente rir deles. Santa ingenuidade, pois eles riem ainda mais de nós! Eles conseguem estremecer a democracia, se desejarem. Mas, nós, nós não somos capazes de derrubá-los. Em outras palavras, os dignos de deboche acabam sendo nós. Simplesmente porque não sabemos lidar com esse problema. Não adianta estudar o problema. É preciso tentar também resolvê-lo. Os palhaços somos nós, não eles. Eles estão conseguindo crescer cada vez mais politicamente. E apoiam majoritariamente a direita. Temos mesmo motivos para rir dessa gente?
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