Quem nunca se deparou com aquela pessoa que gostaria de jogar um tanto de coisa sua fora? Aquela que implica por você ter uma coleção que guarda para ler quando tiver tempo, mas que ela acha que você nunca lerá só porque ela nunca leria.
Guardar coisas que não funcionam ou coisas estragadas é, de fato, uma perda de tempo. É até mesmo doentio. Desapegar-se é fundamental. Porém, existe gente que não tá falando disso, que tá falando que, para viver, só é preciso o essencial. Mas, o que é o essencial? Para mim, pode ser essencial tomar café diariamente, enquanto para outros, isso é completamente dispensável. Existem pessoas que não compreendem isso.
Têm mania de jogar tudo, tudo, tudo fora! Em suas casas, só cama, fogão, escrivaninha, geladeira. E, geralmente, na cor branca, sabe-se lá o porquê. O problema é que se tornam, quase sempre, militantes das ausências, dos emojis, dos textos sempre mínimos, quando há quem goste da vida concreta (presente em tudo!), do uso constante das palavras, da voz ao alcance das mãos.
Para mim, a parede não basta para eu manter de pé minha casa. Eu quero cor e quero quadros. Eu quero corredores com quadros, fotografias, mosaicos, porcelanas e corações mexicanos em chama (são tão bonitinhos). Quero placas que apontem para onde ficam o banheiro e os quartos. Quero que a casa guie os visitantes por si só, uma casa com timbre e personalidade. Uma casa que converse com eles. Uma casa que estende flores pelo chão e não apenas as mostre amarradas dentro de um vaso branco com água sobre a mesa. Perdão. Sobre a escrivaninha.
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